Cuidado... depois não fale que eu não avisei.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

 Zumbis!


Vamos falar de uma classe de monstro real, não se engane pequenino, monstros existem e estão aqui.

Em uma hora oportuna vamos falar de Vampiros Socio-Religiosos, quem em suma, são seres vazios que sugam as pessoas próximas como parasitas, causando mal estar nos outros para se sentirem valorizados, enquanto na prática tem pouca utilidade, exceto convencer a sim mesmo ante os outros que é alguém importante.

Mas okay, hoje vamos falar de uma outra espécie, uma raça igualmente perigosa e ainda mais comum, nós vamos falar de zumbis!

Quando dizemos ”zumbis” Falo dos milhões de quase-humanos que vivem suas vidas apenas cambaleando em grupos. Dizendo tudo o que não pensam, pervertendo a própria vontade, agindo e às vezes quando tem força se arrependendo, só para voltar a fazer o mesmo, e fingindo ser o que não são mentindo o tempo todo para si mesmo e para os outros. Já viu alguém assim? Ao seu lado pode haver um zumbi nesse momento, alias, VOCÊ pode ser um zumbi e estar se enganando com maquiagem fingindo ser quem não é.

Em oposição a isso o Viver REAL, ensina que não há problema nenhum ser quem você é, mas que por favor, não confunda a vontade dos outros com a sua. Você não precisa se matar aos poucos negando a si mesmo, pois não há nada de errado em ser diferente. É isso que faz do Viver REAL a mais alta expressão da vida na terra, o mundo esta ai, é nosso, os erros já foram redimidos, só não os re-cometa, não há mais julgamento. E é exatamente isso o que estes zumbis não entendem.

Na ânsia em possuir sentido esses zumbis tornam-se meros rascunhos de si mesmos, isso quando possuem algo de si, pois o natural é ser uma massa de versões putrefatas dos seres humanos encontrarem uma palavra alheia de médicos e senhores da verdade psicológica, religiosa ou mística, se drogando lentamente e sorrindo enquanto o vírus vai passo-a-passo matando o que poderiam ser e que sem dúvida foram um dia quando ainda eram jovens demais para que seu cérebro carnal e natureza hiperbórea fossem contaminados por mentiras e  bobagens.

Uma criança não se preocupa com código morais e tábuas da lei, não tenta agradar, não segue modismos, não é hipócrita, elas quando no ambiente agradável são inocente como pombas e ligeiras como cobras, são crianças, são selvagens. De qualquer forma, as crianças crescem e gradualmente têm seus cérebros devorados, em geral pelos próprios pais ou em banquetes coletivos dentro de uma igreja, mesquitas ou sinagogas.

Em pouco tempo as crianças se tornam adultos em miniatura e completamente cadavéricos como seus pais passam gemer como seus pais faziam, a querer o que seus pais queriam e a ser como os demais zumbis rotulando, criticando e escravizando uns aos outros, e ainda conseguindo desculpas esfarrapadas e cada vez mais para se auto-convencer quanto a isso. Cada um passa a ser prisioneiro de um presídio onde todos são vigilantes e todos são condenados. Todo ato de liberdade é reprovado e ninguém percebe que é senhor de sua própria escravidão. Esta infecção chega ao seu estado mais grave quanto famintos por liberdade e inconscientemente irados por negarem a si mesmo, os zumbis passa a perseguir pessoas saudáveis de fora de seu circulo para se alimentar de seus miolos e perpetuar a imbecilidade mundo afora. A natureza destes zumbis então se espalha como uma doença infecciosas vinda de ataques, diretos ou velados, em conversas casuais, testemunhos de fé inconvenientes e em casos graves até mesmo em visitas não solicitadas domingo de manha na casa dos outros.

O zumbi então esbraveja suas certezas e mostra a sua necessidade em “ser legal”, “ser bem sucedido” e porque ele é o melhor – e claro, deve-se segui-lo e imitá-lo – no se vestir, falar, transar, comer, brigar, e se divertir,, isso tudo segundo o padrão zumbi religiosidade e cultural, fale palavras ou palavrões de zumbi, porque é legal! imite o jeito desleixado do zumbi, isso é cool! E assim mana o vírus que os infectou.

Em especial alertamos de leve sobre zumbis em religiões institucionalizadas, mas o problema não é apenas ai, existem zumbis em uma variedade imensa de habitats; ideologias políticas, nacionalismo exacerbado, fanáticos do entretenimento, Cult zombie, etc. Muitas são as formas de expressão da decadência, embora sua formula essencial de putrefação do livre pensamento seja sempre o mesmo. É sujo, é decadente, é violento, negativo, contagioso, e leva a lentidão de ação e pensamento, comodidade, e canibalismo, comendo o próximo.

É sábio manter uma distância segura de tais focos de pestilência. O objetivo nessa vida é antes de tudo, viver e ensinar as pessoas a agirem naturalmente e permitir que elas sejam elas mesmas, também vivendo bem. A tarefa que se mostra bem simples numa primeira perspectiva se complica quando vemos que estamos cercados por todos os lados por esta massa de aberrações que apesar de andar lentamente busca a todo instante atacar aqueles que exalem o aroma do sangue fresco da individualidade, da alegria sem materialidade, do amor livre de interesse, da paz.

Da parte de quem percebe essa realidade, não admitir que ela seja a ordem é o básico, e assim lutar para não ser obrigado por uma sociedade imbecil a se comportar como alguém que não é, e sempre saber como garantir a natural expressão da liberdade, se opondo a qualquer tipo de ataque. Claro, a maneira de se extirpar este mal é pelo fogo e por golpes diretos na cabeça. Que traduzindo:

Fogo é a expressão da sabedoria pura, do ter percebido a verdade. Ela por si só afasta os zumbis na medida em que enfrenta seus padrões com a luz da liberdade e da razão não dogmática. O fogo do exemplo é sua emancipação no Amor e na Verdade, coisa que em geral costuma afastar certos zumbis que preferem se esconder em escuros profundos da mente para não ter que encarar a vida.

Golpes na Cabeça são dados quando as falsas certezas dos zumbis, aquelas que os faz ter certeza de estarem bons assim, e que dão a falsa percepção de “estarem sendo melhores a cada dia, um passo de cada vez” e assim acabando com seus padrões massificados e suas certezas vazias. Quando a mentira é arrancada pela raiz, seus castelos de cartas não se sustentam. Um tiro bem dado no meio da testa de suas mentiras sagradas faz com que seus corpos caiam pelo chão, catatônicos.

Quanto a essas técnicas de defesa pessoal, um alerta deve ser feito para que o esclarecido não se converta ele mesmo naquilo que combate. Extirpar os mortos-vivos é importante, e muitas vezes essencial para a própria defesa, mas nenhum campo de batalha é mais importante do que NOSSA própria mente. Se você achou super legal caçar os zumbis, jogar verdades na cara, porque você tem se desenvolvido e esta se tornando um cara melhor, cuidado, você já pode ter sido mordido a um bom tempo.

Lembre que uma grande mudança nas pessoas ao redor pode ou não ser maravilhosa, mas ser alguém que vence a si mesmo, é mais importante e mais necessário do que qualquer possível revolução social. Perceber que você está muito preocupado em transformar as pessoas em cópias de si mesmo, desesperadamente tentando fazê-las acreditar ou concordar com você, é um indicio claro de que você já deve ser menos pessoa e bem mais zumbi.

Cuidado!
Texto feito em Outubro de 2010
Baseado em um texto de Morbitvs Vividvs
Texto integrante do Projeto Grimório 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

 Unsere Partei!

 por Marcos Dee
Order! [Marx, Engels, Lenin]
Muita calma, essa bandeira vermelha esta aqui justamente para causar certo medo e terror mesmo. O conteúdo que segue abaixo é original do Grimório Guerrilha, um projeto de educação horizontalizada e arte, que ainda esta começando a dar seus primeiros passos, ainda falaremos bastante dele por aqui. Segue o texto:

Pense assim, ao invés de uma lei para se seguir com medo, ao invés de um gente que disputa e mata a todo custo por mais um cargo, reconhecimento ou posição. Ao invés de tudo isso, que tal uma rede genuína de pessoas sem a pesada estrutura e organização que sabemos mais oprimir do que ajudar, que tal?

Grupos podem facilmente ser administrados na base do consenso, juntos definindo o que é o mais certo ou o que não é legal de ser praticado. A uma primeira instância pode parecer complicado agir sem uma estrutura de regras, já que nós estamos acostumados a ser servil a alguma coisa. Como Cristãos, nosso norte é a bíblia, e para uma via de consulta rápida, propomos a Constituição do Mundo Livre.

Ter um grupo onde os membros são considerados iguais, permite que todos tenham seu espaço para opinar e apresentar seus pensamentos, cabe a nós mantermos esse espaço, valorizando e não colocando empecilhos para novas propostas.

O que torna o desenvolvimento facilitado e plural é o valioso processo de aprendizagem coletiva, onde fazemos e construímos, reforçando o que já se sabe e do relacionamento, surgindo novas idéias.

Existem muitos exemplos de boas idéias que contaminadas pela hierarquia – que por melhor que seja é suscetível a corrupção pela impessoalidade - cometeram atrocidades diretamente contrárias as suas vontades, matando e condenando ao invés de valorizar a vida e libertar.

Uma organização onde não exista diversão, igualdade, amor, e vontades conjuntas, será fadada ao fracasso cedo ou tarde, machucando muita gente no caminho.

Por isso, menos Partei - partido em Alemão - e mais Partei - Festa também em Alemão.

Yeah!
Sie Wissen? 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

 Cristianismo Ontológico

{Guardem suas tochas, facas, enxadas e revolveres, bem como mantenham ocultos os livros pretos que vocês tem certeza quase que absoluta de serem sagrados e portanto que deveriam ler e entender, mas continuamente procuram desculpas para o fazer, leia abaixo primeiro, incomode-se, e venha erguer as fogueiras inquisidoras em horário comercial por favor.}



Deus nunca morreu. Bloco intacto e primordial, único digno de adoração, inerte e espontâneo, mais ultravioleta do que qualquer mitologia (como as sombras à Babilônia), a original e indiferenciada unidade-do-ser ainda resplandece, imperturbável como as flâmulas negras frenética e perpetuamente embriagada dos Assassinos.

Deus é anterior a todos os princípios de ordem e entropia, não é nem uma divindade nem uma larva, seus desejos primais englobam e definem toda coreografia possível, todos éteres e flogísticos sem sentido algum: suas máscaras, como nuvens, são cristalizações da sua própria ausência de rosto.

Tudo na natureza, inclusive a consciência, é perfeitamente real: não há absolutamente nada com o que se preocupar. As correntes da Lei não foram apenas quebradas, elas nunca existiram. Demônios nunca vigiaram as estrelas, o Império nunca começou, Eros nunca deixou a barba crescer.

Não. 
Ouça, foi isso que aconteceu: eles mentiram, venderam-lhe idéias de bem e mal, infundiram-lhe a desconfiança de seu próprio corpo e a vergonha pela sua condição de profeta [o véu foi rasgado], inventaram palavras de nojo para seu amor molecular, hipnotizaram-no com a falta de atenção, entediaram-no com a civilização e todas as suas emoções mesquinhas.

Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria pele – sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, urgente como o azul do céu.

Para lograr abrir mão de todos os acentos e hesitações ilusória da história, é preciso evocar a economia de uma Idade da Pedra lendária – xamãs e não padres, bardos e não senhores, caçadores e não policiais, coletores paleoliticamente preguiçosos, gentis como sangue, que ficam nus para simbolizar algo ou se pintam como pássaros, equilibrados sobre a onda da presença explícita, o agora-sempre atemporal.

Agentes divinos lançam olhares ardentes a qualquer coisa ou pessoa capaz de suportar ser testemunha de sua condição, sua febre por lux et voluptas. Estou desperto apenas no que amo e até o limite do terror – todo o resto é apenas mobília coberta, anestesia diária, merda para cérebros, tédio sub-réptil de regimes totalitários, censura banal e dor desnecessária.

Avatares da vontade divina agem como espiões, sabotadores, criminosos do amor louco, nem generosos nem egoístas, acessíveis como crianças, semelhantes a bárbaros, perseguidos por obsessões, desempregados, sexualmente perturbados, anjos terríveis, espelhos para a contemplação , olhos que lembram flores, piratas de todos os signos e sentidos.

Aqui estamos, engatinhando pelas frestas entres as paredes da Igreja, do Estado, da Escola e da Empresa, todos os monolitos paranóicos. Arrancados da tribo pela nostalgia selvagem, escavamos em busca de mundos perdidos, bombas imaginárias.

A última proeza possível é aquela que define a própria percepção , um invisível cordão de ouro que nos conecta: dança ilegal pelos corredores do tribunal. Seu eu fosse beijar você aqui, chamariam isso de um ato de terrorismo – então vamos levar nossos revólveres para a cama e acordar a cidade à meia-noite como bandidos bêbados celebrando a mensagem do sabor da palavra com um tiroteio. 



Agradecimentos especiais a Hakim Bey, o último profeta que tive notícia.