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domingo, 25 de março de 2012
Tira o Véu meu!
Esse espaço não-material sempre esteve situado em um outro lugar, não o espaço-tempo da física, aquele que podemos (ou pensamos e nos enganamos muito bem) mensurar, mas sim o não-espaço da web mas ainda cravado profundamente no tempo, a barreira dimensional que não é simples de se quebrar - uma vez que se ela for mesmo a 4ª, não temos nada, cotidianamente utilizado, ou que possuímos uma real maestria na 5ª dimensão, para a 4ª ser constantemente burlada - então tomo a liberdade de alterar a minha percepção e local de situar-me a mim mesmo.
Este espaço sempre esteve situado no passado, sempre foi escrito com conteúdos retrógrados a respeito de situações previamente pensadas, meu ego, o eu, é uma coisa como sempre de certa fragilidade, e como expor suas idéias em tempo real e sem um "véu" como os utilizados por potestades que estão sempre se impondo - pastores que usam o véu de Deus, cientistas que usam o véu da ciência, professores que usam o véu do saber, ou Zé's do dia-a-dia que usam o véu do achismo - é no mínimo dificultoso e de quebra você ainda corre o sério risco de não ser se quer ouvido, estou nesse momento constituindo um véu para mim, um véu brilhante como o de uma noiva, mas denso como o de uma viúva, o que é uma alusão ótima, pois com um pouquinho de esforço posso cruzar essa imagem da noiva-viúva com a imagem de atração-repulsão de algo em nossa vida, ou a versão investida de maior significado, Amor-Morte, Eros-Thanatos. O véu que me permito utilizar é o véu da Fenomenologia do tempo presente.
Vou ali descobrir meu noesis e minha noema.
Ja já, mais maluquices por aqui.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Sobre Arte
Hakim Bey
Conquanto nenhum Stalin fungue em nossos pescoços, por que não fazer alguma arte a serviço de... uma insurreição? Não importa se é impossível. O que mais devemos aspirar atingir senão o impossível? Devemos esperar que outras pessoas revelem nossos verdadeiros desejos?
Se a arte morreu, ou o público desapareceu, então nos encontramos livres de dois pesos mortos. Em potencial, todos nós somos algum tipo de artista - e potencialmente todo público recuperou sua inocência, sua capacidade de tornar-se a arte que experiência.
Desde que possamos escapar dos museus que carregamos dentro de nós mesmos, desde que conseguimos parar de nos vender ingressos para as galerias que existem dentro de nossos próprios crânios, poderemos começar a contemplar uma arte que recrie o objetivo do feiticeiro: mudar a estrutura da realidade pela manipulação dos símbolos vivos (neste caso, as imagens que nos foram dadas pelos organizadores desse salão - assassinato, guerra, fome e ganância).
Podemos agora contemplar ações estéticas que possuam um pouco da ressonância do terrorismo (ou crueldade, como definiu Artaud) e cujo objetivo é destruir as abstrações em vez de destruir as pessoas, a libertação em vez do poder, o prazer em lugar do lucro, a alegria e não o medo. Terrorismo Poético.
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Vírus Hermenêutico
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O Vírus Hermenêutico
Vírus Hermenêutico pode ser definido por:
Vírus Hermenêutico: uma palavra, ou um grupo delas, que são embebidas em uma ideia que não fica necessariamente - alias, em muitos casos propositadamente - visível, e aos poucos com uso de falácias de retórica, tem como alvo, convencer o indivíduo, ou ao menos apresenta-lo um grupo de idéias que são nocivas ao corpo principal de considerações e conceitos que ele possui. Visando a desestruturação processual de um conceito.
Mas o Vírus Hermenêutico é uma coisa negativa? não necessariamente, é só uma coisa que esta ai, e é usado, é uma condição sindromática, usada como uma das principais armas da linguagem, do convencimento, da retórica e do marketing. Ou seja, depende da visão ética, e do indivíduo, para só então termos uma definição de uma coisa boa ou não. Que mesmo assim ainda será uma percepção extremamente pessoal e subjetiva.
:]
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