Cuidado... depois não fale que eu não avisei.
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terça-feira, 17 de maio de 2011

 Depois de um Recesso, o Porque de Voltar.


Tenho facilidade em falar de muitas formas, mas não necessariamente de me expressar. 



"Mas como isso? quem fala se expressa não é?" - Grita a jovem pensando em clicar no link do orkut e parar de ler essa postagem. 
"Não necessariamente, e para ser mais preciso, raramente." - Responde o descabelado jovem de pernas cruzadas. 

Hoje em sonho, o que já me era óbvio, se tornou claro. Mas antes de prosseguir sobre o sonho, uma introdução sobre o que  Carl Gustav Jung, o psiquiatra alemão que praticamente estruturou o conceito de subconsciente, pesava sobre os sonhos: 

"Há sonhos comuns e sonhos arquetípicos, que são profundamente simbólicos e revestidos de grande poder revelador para quem sonha. Sonhos são uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação, ou seja, ela evidencia através de figuras, a necessidade de atenção a uma determinada área ou situação de sua vida desperta. Assim, a interpretação de sonhos é uma ferramenta crucial para a psicologia analítica, na busca por equilíbrio e qualidade. 

Personagens arquetípicas interagem nos sonhos em um conflito que buscam tornar consciente conteúdos do inconsciente. Entre essas personagens, estão a anima (força feminina na psique dos homens), o animus (força masculina na psique das mulheres) e a sombra (força que se alimenta dos aspectos não aceitos de nossa personalidade). Esta última, nos sonhos, são os vilões. Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de idéias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individualização."

Logo, sonhos não são bobagens. 

Em meu sonho, ficou evidenciado a qualidade do serviço que ando exercendo, através da figura de um professor péssimo que imitava as minhas aulas miméticamente, que sendo ministradas por ele me foram reveladoras e incômodas.

Ensino um: Demandar maior esforço no Ensino e na qualidade com que esse ensino é passado. 

Através do rosto de uma pessoa que me é cara (sob a face de anima), me foi mostrado minhas atitudes ante outros seres humanos, e pela quebra do ego, onde minha natureza foi dividida, meu eu consciente (o sonhador) foi mostrado vulnerável as ações do meu eu social (travestido no corpo da pessoa e da anima). 
E na boa, eu sou muito chato!
A sombra, o adversário, foi claramente a centralização de importância na figura social e o sentimento reprimido que a expansão do eu social causava nas outras pessoas. 

Ensino dois: Não reprima as pessoas próxima com a sua presença, nem permita que elas não expressem seus sentimentos e vontades, antes, crie um ambiente propício para isso. 

Após o sonho acordei sensivelmente abalado e com o ímpeto de exorcizar esses pensamentos, quando na verdade, um ação consciente de auto-análise e criticidade é a alternativa correta. 

E isso é parte do que tento fazer aqui. 

Ensino Final: Muitas vezes falei, mas poucas vezes me expressei. As pessoas que amo merecem ter seu espaço de construção comigo e em mim, e não apenas a aparente participação em minha vida quando na verdade oculto meu coração em um silencioso (de mim) barulho. 


: ] Thanks God 
Thanks Mr. Sandman and Dr. Jung.

Nota 01: Sandman é um puta personagem criado por Neil Gaiman para o título Sandman da revista em quadrinhos adulta Vertigo. Vale a pena a leitura AGORA.
Nota 02: Obrigado as irmãs Simioni (Grazi e Gê) que foram as primeiras a me ouvir falar sobre esse sonho e pegaram ainda a "informação bruta" extremamente densa e difícil de entender (traduzido na resposta das duas: Ge "Ha." e Grazi "que loucura").  

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

 em uma única madrugada

"O tempo faz mais sentido para aqueles que não tem imaginação" - Isaiah Hedgecock (1871 - 1971)

Uma fração do tempo, uma fração que abrange e compõe em seus braços da uma hora da madrugada até as quatro da manhã, tudo é possível. É um período mágico, pleno de tudo, é o horário em que normalmente toda a sociedade consumista ocidental esta dormindo.

Essa noite em sonho recebi a ligação de uma pessoa que estava no quarto ao lado, ela me falava de um lugar desconhecido, e me disse coisas simples, coisas sobre carinho, sobre amor, sobre perda, admiração e dor. Percebi que era sonho porque essas coisas eram simples. Eu as entendia perfeitamente.

Essa noite em sonho, vi pessoas se sacrificarem pela alegria de outras, entregar coisas que lhes eram caras para pessoas que lhes eram pouco mais que conhecidas e muito menos que amigas, a honra tinha o valor da vida. Percebi que era sonho, porque entreguei uma coisa preciosa e recebi uma ainda mais, de alguém que não me daria nada mais que dor.

Essa noite em sonho conheci um terror profundo, um terror que ameaça não a plenitude física apenas, mas fragmenta a alma e desconstroi a mente, essa noite conheci loucura, e ela possuia um nome inumano e uma forma abstrata e confusa, ela conversou comigo e suas palavras eram um misto de sussurro e gemido. Percebi que era sonho porque até mesmo a loucura tinha seu lugar no mundo.

Essa noite em sonho tive novamente em meus braços, coisas e pessoas que o tempo deu tempo para que eu habilmente as perdesse com louvor. Percebi que era sonho porque de tristeza pela perda e de alegria pela retomada eu chorava. Aliviado eu chorava.

e a vida me tirou a habilidade e a possibilidade de chorar. mas ainda tenho as sensações presas em meu peito e as motivações queimando minha alma.

Lamentei o fim de um sonho na manhã que tocava delicadamente meus olhos. lamentei o vazio em meu quarto, em minha cama e sobretudo, lamentei a presença de tantas memórias, que me presenteavam com tantos sorrisos.

feliz natal e que o presente seja além.